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Steve Angello, Martin Garrix e Deadmau5: o alerta que a música eletrónica está a deixar para os ouvidos

Anos de exposição a volumes elevados podem ter consequências sérias para quem vive diariamente junto de sistemas de som. A história de Steve Angello voltou a colocar a saúde auditiva dos DJs no centro das atenções — e a Noize está a apostar em soluções específicas para proteger quem trabalha e vive a música.

16 de agosto de 20263 min de leitura
Steve Angello, Martin Garrix e Deadmau5: o alerta que a música eletrónica está a deixar para os ouvidos

Para um DJ, o som é profissão, paixão e identidade. Mas também pode representar um risco quando a exposição a volumes elevados acontece durante anos.

O tema ganhou novamente força depois de Steve Angello partilhar a sua experiência de perda auditiva no ouvido esquerdo após anos exposto a música em volumes elevados. O caso foi divulgado pela Noize, que utiliza esta história para chamar a atenção para a importância da proteção auditiva na indústria da música.

E Angello não é o único grande nome associado a uma carreira passada junto de enormes sistemas de som. Martin Garrix e deadmau5 são igualmente referências de uma geração de DJs e produtores que passam grande parte da vida profissional em clubes, festivais, estúdios e junto de sistemas de monitorização.

A questão, porém, vai muito além dos grandes nomes internacionais.

O que faz a Noize?

A Noize desenvolve soluções de proteção auditiva destinadas a reduzir a exposição a níveis elevados de som sem eliminar completamente a experiência musical.

O Noize Protect utiliza um filtro acústico que reduz a intensidade sonora de forma mais equilibrada do que um tampão convencional. A ideia é diminuir a pressão sonora que chega ao ouvido mantendo uma perceção mais natural da música, incluindo graves, médios e agudos.

Segundo a marca, o Noize Protect consegue proporcionar até 18 dB de redução sonora, sendo direcionado para situações como concertos, festivais, clubes e utilização profissional por músicos e DJs.

A diferença é importante: para quem está numa pista de dança, um tampão pode simplesmente significar ouvir menos. Para um DJ, a proteção precisa de permitir continuar a perceber aquilo que está a acontecer musicalmente na cabine.

Quando a cabine passa a ser um risco

A exposição profissional é particularmente preocupante porque não acontece apenas durante uma noite.

Um DJ pode passar horas exposto a níveis elevados de pressão sonora e repetir essa experiência dezenas ou centenas de vezes por ano. Ao longo de uma carreira de vários anos, a exposição acumulada pode tornar-se significativa.

Foi precisamente essa realidade que o testemunho de Steve Angello voltou a colocar em discussão.

E há também um exemplo em Portugal.

Sexy Sound System: um caso português

O DJ e produtor português Sexy Sound System também relata ter enfrentado problemas auditivos depois de anos ligado profissionalmente à música e de exposição a elevados níveis sonoros.

No seu caso, a situação chegou ao ponto de ter de se afastar da cabine e da rádio, tendo passado anos até conseguir recuperar parcialmente a audição.

O novo equipamento obrigatório dos DJs?

Headphones, mesas de mistura, controladores e monitores fazem parte do equipamento habitual de qualquer DJ.

Talvez a proteção auditiva devesse começar a ser encarada da mesma forma.

Steve Angello, Martin Garrix, Deadmau5 e tantos outros nomes representam uma geração que passou milhares de horas junto de sistemas de som. A diferença é que hoje existe uma consciência muito maior sobre a necessidade de proteger a audição.

A música pode continuar alta.

Mas os ouvidos precisam de continuar a funcionar.

Porque um DJ pode trocar de headphones. Pode trocar de mesa. Pode trocar de sistema de som.

A audição não se troca.

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